sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011


A Magia do Violino

Quem se dedica ao violino ou quem gosta de ouvi-lo é um venturoso, apaixonado pela música, pois o som e o estudo desse instrumento são magníficos.
Seu som aveludado, seu prestígio, sua magia, torna-o o mais sublime dos instrumentos.
Entre os sons da natureza, só a boa música consegue ser aprazível à mente do ser humano.
A boa música está no violino, pois o violino é melodioso, fascinante, mágico. Além disso, esse instrumento possui Alma. 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011


"A música é capaz de reproduzir, em sua forma real, a dor que dilacera a alma e o sorriso que inebria"
(Ludwig van Beethoven)




Tudo culpa da música



Pensando bem, é tudo culpa da música. É culpa da música
 se a lua fica mais bonita nas noites de serenata, se 
o beijo é mais emocionante ao som do violão, e se o 
jovem apaixonado pode se declarar nas estrofes de 
uma canção. É culpa da música essa mania que 
a gente tem de cantarolar pela casa quando esta feliz, 
ou de cantar uma música triste que parece ter sido 
feita para nossa tristeza, só para desabafar. Culpa 
da música esse negócio de cada casal ter uma "nossa 
música", culpa da música também, se quando esse 
casal se separa, é inevitável um pensar no outro, logo 
nas primeiras notas dessa canção. Culpa da música 
mais ainda, se esse casal apaixonado reata o romance, 
imagine, só por causa da música! 
A culpa é da música, desde que a gente nasce, e
aprende a parar de chorar com uma canção de ninar,
culpa da música se a gente sai para dançar no Carnaval
e se os amigos cantam abraçados atravessando a rua
e a madrugada, culpa todinha da música se a gente
tem com o que se distrair na hora de lavar a louça ou
limpar a casa, e se a gente se diverte no karaoke.
Culpa da música se a tristeza vira samba e se o samba
é capaz de curar a tristeza que o criou, culpa da
música se bandas engajadas discutem política em letras
que alertam a população e se as bailarinas podem
flutuar, desafiando a lei da gravidade,  ao som de
lago dos Cisnes, é culpa da música e quiçá dos
passarinhos, que nos introduziram nessa perigosa arte
de cantar. É, pensando bem, é tudo culpa da música
se o mundo se traduz nas notas que ditam os batimentos
de um coração.

Cláudia Braz
Muito Obrigada Cláudia pela sua 
colaboração no nosso recital...Beijos


quarta-feira, 2 de junho de 2010

O encanto dos violinos Stradivarius - Jornal da Globo







Da genialidade de um artesão italiano nasceram os mais perfeitos instrumentos de corda de todos os tempos. Afinal, qual é a real magia que envolve o luthier Antonio Stradivari e seus violinos, violoncelos e violas? Por que o som desses instrumentos fascina e penetra no mais profundo dos ouvintes? Terá ocorrido algo de mágico na vida de Stradivarius – nome latinizado do luthier – para que ele criasse verdadeiras obras-primas do mundo musical?
Para quem fazia violinos, violas e celos, é incrível que Stradivari continue insuperável até hoje. Dos quase 1.100 instrumentos feitos por ele, pouco mais de 600 chegaram até nossos dias, e são conhecidos como Stradivarius. Esse grande luthier (fabricante de instrumentos de corda com caixa de ressonância) nasceu em Cremona, ao norte da Itália, por volta de 1644, na região famosa por revelar diversos artesãos conhecidos por fabricar os melhores violinos do mundo. As técnicas eram passadas de pai para filho, e por inúmeras gerações os seus luthiers fizeram grandes instrumentos.

Meu Instrumento - Violino - Trama/Radiola

domingo, 3 de janeiro de 2010


A orquestra do século XX


Simon Rattle regendo a Filarmônica de Berlim

Ao longo do século XX houve uma tendência a abandonar a orquestra como meio privilegiado de expressão musical dos compositores do ocidente, juntamente com o esgotamento criativo das formas musicais tradicionalmente associadas à orquestra, especialmente a ópera, a sinfonia e o concerto e o poema sinfônico. Cada vez que os compositores do século XX voltaram à escrita orquestral e às sua formas tradicionais foi, normalmente, com o intuito de negar a tradição, subvertendo-a. Ressalvas importantes podem ser feitas para um significativo número de compositores que se manteve mais fiel à tradição do século XIX, como os classificados de nacionalistas e de neo- clássicos. Mas mesmo estes recriaram a tradição muito a seu modo, usando uma linguagem sinfônica peculiar pouco parecida com a dos compositores novecentistas, especialmente quanto à linguagem harmônica e às combinações de timbres, mesmo quando mantiveram o grupo orquestral em sua forma tradicional do fim do século XIX.

A tendência ao abandono da grande orquestra e de suas formas tradicionais pode ser comparada a uma crise geral do período que ficou conhecido como Bélle Époque. Muitos analistas afirmam que foram os artistas os primeiros a sentirem e expressarem esta crise do mundo burguês, que só ficou realmente patente com o estouro da 1ª Guerra Mundial em 1914. De qualquer modo, esta crise dos valores burgueses se fez sentir na escrita orquestral de várias formas. Ficou mais difícil juntar grandes orquestras, o que levou a uma tendência ao uso de pequenos grupos como na Sinfonia de Câmera ou no Pierrot Lunaire de Schoenberg.

A dificuldade em juntar grandes orquestras teve motivos econômicos, inclusive ligados à guerra e às crises que a sucederam. Mas teve muito mais motivos estéticos: a escrita orquestral foi se afastando do gosto do grande público por causa do abandono da discursividade melódica, da harmonia tonal e da regularidade rítmica pelos compositores. Sem a possibilidade de juntar grandes públicos ficou mais difícil financiar grandes orquestras. A própria restrição política imposta à música de vanguarda pelo nazismo e pelo stalinismo levou ao exílio dos compositores radicais e à dificuldade de montar suas obras. Se eles quisessem velas no palco, seria necessário apelar para grupos menores.

Por outros motivos, houve também os países que não formaram o seu público tradicional de música orquestral durante os séculos XVIII e XIX – caso em geral dos países do continente americano. Estes não quiseram ou não puderam fazer os investimentos necessários para isso no século XX, como fizeram os Estados Unidos e também os países do leste europeu (especialmente após a 1945). Por isso compositores latino-americanos também tiveram limitações para o uso de grandes orquestras, mesmo quando continuavam usando técnicas de composição mais tradicionais.

Por estes motivos, pode-se afirmar o fim da orquestra no século XX, pelo menos como grupo estável utilizado pela maioria dos compositores. A orquestra transformou-se assim num grupo instrumental dedicado à execução de música dos séculos XVIII e XIX, ou, quando muito, de epígonos do século XX ou XXI. Os compositores passaram a utilizar grupos menores e, ao mesmo tempo, maior variedade de instrumentos. A Orquestração deixou de seguir um padrão mais ou menos aceito por grande conjunto de compositores e tornou-se muito atomizada. Praticamente existe uma diferente forma de orquestração para cada compositor ou, ainda mais, formas de orquestração específicas para diferentes obras do mesmo compositor.

A grande característica da orquestra do século XX (se é que se pode usar este termo) é o aumento da presença dos instrumentos de percussão, que também ganham muito em variedade. Ao contrário do que aconteceu nos séculos XVIII e XIX, quando os naipes de cordas e de sopros se padronizaram em torno de um grupo definido formado por poucos instrumentos diferentes, a percussão orquestral do século XX assumiu uma gama ilimitada de instrumentos, expendido a palheta orquestral a níveis inimagináveis. Pode-se dizer que o aumento do uso e da importância dos instrumentos de percussão na música do século XX acompanhou à tendência geral de aumento da importância do fator timbre frente aos fatores melodia e harmonia, bem como ao aumento do valor do ritmo. Obra paradigmática deste aumento da importância da percussão foi a obra Ionizações de Edgar Varèse. Concluída em 1931, muitas vezes reputada como a primeira obra escrita exclusivamente para instrumentos de percussão. Mas em 1930 o compositor cubano Amadeo Roldán já tinha composto também para grupo de percussão as Rítmicas V e VI. A partir da segunda metade do século, tornou-se bastante comum a escrita de obras para uma orquestra formada unicamente por instrumentos de percussão.

Curioso observar que, mesmo o abandono da orquestra como grupo definido e como principal meio expressivo, a parte da composição destinada ao tratamento dos instrumentos musicais e de suas combinações continua sendo denominada orquestração. Por isso não se pode deixar de mencionar que no século XX também houve uma tendência pela valorização do ruído e pelo desenvolvimento de instrumentos musicais não convencionais, bem como pelo seu uso em grupo – muitas vezes mantendo o termo tradicional orquestra para designar instrumentos muito diferentes daqueles consagrados na tradição clássico-romântica. Assim deve-se registrar o surgimento de máquinas de som como o Therémim, os Intona-Rumoni ou máquinas de ruído do futurista italiano Luigi Rossolo, e o uso dos geradores elétricos ou eletrônicos.

Pioneiro da música eletrônica foi novamente Edgar Varése com sua obra Poema Eletrônico, de 1958. Pierre Schaefer desenvolveu o conceito da música concreta , com a gravação de sons em fita magnética e posterior distorção em equipamentos elétricos. Estes conceitos acabaram misturando-se em obras consideradas como música eletro acústica, por misturar sons elétricos e instrumentos tradicionais. Trabalharam com esta técnica os principais compositores hoje ainda vivos, como Berio, Stockhausen ouPenderecki. Uma divertida obra demonstrativa desta técnica é Santos football music de Gilberto Mendes, para orquestra e fita magnética (cujo conteúdo é de gravações de narrações de jogos de futebol feitas por Osmar Santos) – obra composta na época em que o Santos, time de futebol da cidade do compositor, contava com a participação de Pelé, e chegava duas vezes ao título mundial de futebol.

Olá ...Sou violinista e criei esse blog com o intuito de informar aos meus alunos e interessados sobre esse instrumento tão valioso e único....Aí vão algumas curiosidades sobre esse instrumento maravilhoso:

violino

O violino é o mais agudo dos instrumentos de cordas friccionadas, que ainda inclui a viola, o violoncelo e o contrabaixo. Seu tom corresponde ao soprano da voz humana. É um instrumento musical de quatro cordas ( Mi, Lá, Ré e Sol).

Seu timbre é agudo e estridente, mas pode produzir timbres mais aveludados dependendo do encordamento utilizado . O som geralmente é produzido pela fricção das cerdas de um arco de madeira sobre as cordas. Também pode ser executado beliscando ou dedilhando as cordas, pela fricção da parte de madeira do arco, ou mesmo por percussão com os dedos ou com a parte de trás do arco.